domingo, 30 de maio de 2010

TRABALHO DE MEIO DO SEMESTRE (TMS)


Uma das tarefas propostas aos alunos de PMI no decurso do semestre foi a realização de uma pequena tese direccionada para um de três temas à escolha: Ética, Macroeconomia ou Comportamento Organizacional.

O tema por mim escolhido foi Ética por uma razão simples: a disciplina de Macroeconomia já tinha sido feita no 1º semestre, e Comportamento Organizacional só terei no próximo ano.
Restou, por isso, a Ética, disciplina que estou a frequentar este semestre.
Foi-nos dado um pequeno excerto, abaixo transcrito, sobre a temática da ética aristotélica, excerto esse a partir do qual deveríamos desenvolver uma pequena tese.


"(...)toda a arte e toda a investigação, toda a acção e toda a escolha parecem tender a algum bem." - excerto retirado da obra de Aristóteles, Ética a Nicómano.

Apresento de seguida o meu trabalho.

O MEU TMS - ÉTICA

Aristóteles nasceu na Macedónia no ano 384 a.C. e foi discípulo de Platão. É considerado um dos maiores filósofos de todos os tempos e da sua vasta obra destaca-se a Ética a Nicómano, de onde é extraído o excerto que serve de base a este trabalho.
Aristóteles interessou-se por áreas tão diversas como a ética, a biologia, a física, a música, poesia, a política, o teatro, entre outras.
No âmbito da ética, Aristóteles desenvolveu o seu pensamento em redor da acção humana, defendendo que o homem deve agir em concordância com a sua natureza (corpo e alma), vendo as circunstâncias que o rodeiam como uma plataforma para atingir a felicidade, e não como um obstáculo.
Para Aristóteles, a felicidade (ou bem humano) é o objectivo último do ser humano, sendo alcançada através da virtude; esta virtude não é qualidade mas sim acção, hábito, costume. É através da prática das boas acções que o ser humano traça o seu caminho rumo à felicidade – esta não é um estado de espírito, mas sim uma forma de vida que só se adquire com a prática da virtude ao longo do tempo.
Aristóteles dividiu as virtudes em dois tipos: as morais (adquiridas por força do hábito) – como a justiça, que equilibra a “balança” e faz com que a virtude se situe precisamente no justo meio de dois vícios extremos, um por defeito e outro por excesso – e as intelectuais (adquiridas através do ensino/educação) – e que incluem o conhecimento científico, a arte, a sabedoria prática, a razão intuitiva e a sabedoria teorética.
A virtude desenvolve no ser humano uma sabedoria prática que o torna “mestre” na sua busca da felicidade. Por essa razão a sabedoria é considerada a virtude das virtudes, aquela que permite ao homem, em conjugação com a vida material (pois a felicidade do ser humano não assenta apenas nos bens da alma), alcançar uma vida plena, a vida feliz do ideal aristotélico – o bem humano.
Aristóteles define as virtudes como transformadoras, sendo como que uma força de carácter impulsionadora que ajuda ao desenvolvimento do ser humano na sua relação com ele próprio e com os outros, não só na sua vida e nas suas acções e escolhas quotidianas, mas também na arte, na ciência e em muitas outras áreas do conhecimento.
Fica deste modo bem patente a visão aristotélica sobre o papel das virtudes como plataforma e veículo para atingir o fim último da vida humana – a felicidade; a felicidade como caminho, como modo de vida e não como estado de espírito – a felicidade que transcende o imediato e se prolonga no tempo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

• Aristóteles, Ética a Nicómano, Org: J. Marias, M. Araújo, Centro de Estúdios Constitucionales, 1985. I, 1094ª.

• Stanford Encyclopedia of Philosophy:
http://plato.stanford.edu/search/searcher.py?query=aristotle

• Internet Encyclopedia of Philosophy:
http://www.iep.utm.edu/

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