segunda-feira, 31 de maio de 2010

TEXTO ARGUMENTATIVO


Para aprofundar mais o meu conhecimento nesta matéria, li atentamente o texto disponibilizado pelos docentes de PMI no blackboard acerca do texto argumentativo.

http://learning.porto.ucp.pt/webapps/portal/frameset.jsp?tab_group=courses&url=/webapps/blackboard/execute/content/file%3Fcmd%3Dview%26content_id%3D_62219_1%26course_id%3D_5754_1%26framesetWrapped%3Dtrue

Achei o texto bastante elucidativo pelo que julguei ser desnecessário fazer o meu próprio resumo acerca da matéria.

No TAC semanal foi pedido aos alunos que realizassem as duas actividades que se seguem:

1) Leitura do texto de Steve Johson, Tudo O Que Faz Mal Faz Bem e identificação do género argumentativo (judicial, deliberativo ou epidíctico) em que se insere o mesmo.

2) Observação da imagem "Made in Indonesia" e conversão da argumentação implícita na imagem em linguagem verbal, utilizando pelo menos dois ou três tipos de argumentos (com base em exemplos, por analogia, de autoridade, sobre causas, e dedutivos).



O MEU TAC SOBRE O TEXTO ARGUMENTATIVO

1) O género argumentativo no qual se insere o texto de Steve Johson é claramente o género epidíctico sendo que o autor pretende, com ele, louvar e honrar os videojogos, exaltando a sua capacidade de incutir nos jogadores poder de decisão que, segundo o autor, é uma competência fundamental na vida em sociedade e que faz parte do nosso quotidiano.
A referência temporal primária é o presente, tempo verbal que está bem patente em todo o texto, pelo que não há margem para duvidas quanto ao género argumentativo adoptado pelo autor.

2) Esta imagem alerta para um facto que é por todos conhecido mas que muitos, nomeadamente as grandes multinacionais, preferem ignorar ou dissimular: a existência de mão-de-obra infantil na Indonésia.
Segundo fontes da ONU, há cerca de 8 milhões de menores com menos de 16 anos a trabalhar para ganhar sustento na Indonésia.
Há, de facto uma explicação para isto: a Indonésia é um país pobre, com níveis de miséria altíssimos. Desde cedo os pais obrigam os seus ainda jovens filhos a trabalharem para obterem sustento para a família; outras vezes são eles mesmos que procuram esses trabalhos.
As elevadas taxas de natalidade nos países asiáticos em vias de desenvolvimento podem ser outra das razões que levam estas crianças a serem exploradas desta maneira: as famílias numerosas destes países vivem muitas vezes em condições sub-humanas (fome, falta de água potável, casas em condições deploráveis, quando as têm pois muitas vezes vivem em barracos improvisados...). Isto leva a que os numerosos filhos tenham que trabalhar e sujeitar-se a ser explorados por patrões austeros para garantirem o sustento da família.
Esta correlação entre as elevadas taxas de natalidade e as igualmente elevadas taxas de trabalho infantil nestes países é evidente: basta vermos os noticiários, ler um artigo ou ver um documentário sobre trabalho infantil ou simplesmente relembrarmos as nossas aulas de geografia do 9º ano.
Esta situação é obviamente reprovada por muitos, mas vantajosa para demasiados para que seja tomada alguma medida no combate a este drama.
Os interesses político-económicos que assentam na mão-de-obra barata e até gratuíta proporcionada pelo trabalho infantil são demasiado poderosos para que algo seja feito no sentido da extinção deste tipo de exploração cruel, ilegal e inaceitável nos nossos dias.

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